Irã quer que app de mensagens armazenem dados sobre cidadãos do País

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Irã ordenou que os aplicativos de mensagens armazenem todos os dados sobre os seus cidadãos dentro das fronteiras do país, segundo relatório Reuters, dando às empresas um ano para cumprir. O Conselho Supremo do Irã anunciou as medidas no domingo, dizendo que eles baseiam-se nas “orientações e preocupações do líder supremo”, o aiatolá Ali Khamenei, segundo a agência de notícias local. “As companhias de mensagens externas ativas no país são obrigadas a transferir todos os dados e atividades ligadas a cidadãos iranianos no país, a fim de garantir a sua atividade contínua”, disse o conselho.

O Irã tem feito um controle rigoroso sobre a Internet, além de censurar conteúdo e bloquear o acesso a serviços como Facebook e Twitter. Alguns usuários da web têm contornado os blocos através de redes privadas virtuais (VPNs) e outro software, embora o governo tenha recentemente reprimido s meios de comunicação social. Este mês, as autoridades prenderam oito usuários do Instagram – incluindo alguns modelos de moda proeminentes – como parte de uma operação contra as mulheres que postam fotos de si mesmas sem um lenço na cabeça.

Os regulamentos sobre aplicativos de mensagens poderia ter um impacto particularmente significativo no telegrama, um aplicativo para mensagens criptografadas que ganhou popularidade no Irã. Uma pesquisa publicada por uma agência de notícias iraniana estimou que 20 milhões de iranianos usam Telegram – cerca de um quarto da sua população – e a empresa diz que cerca de 20% de seus usuários ativos mensais são baseados no Irã. O aplicativo ganhou popularidade em parte devido à sua forte segurança, embora existam preocupações de que os novos regulamentos poderiam permitir que as autoridades monitorassem ou censurassem as conversas.

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