Estado Islâmico tenta atacar Google e acaba tirando do ar site de empresa indiana

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Um grupo hacker ligado ao grupo terrorista Estado Islâmico errou seu alvo em um ataque realizado essa semana. O CCA, Cyber Exército do Califado, divulgou na última segunda-feira via app de mensagens Telegram, que faria um ataque contra o Google.

“Prometemos derrubar o Google. Mantemos a nossa promessa inshallah (se Deus quiser), nos esperem hoje”, declarou o grupo.

Horas depois o site www.addgoogleonline.com, que pertence a uma pequena empresa indiana Always Say, especializada em otimização de sites, foi hackeado. Quando acessado o site apresentava a mensagem “Hackeado pelo CCA”.

Os estragos feitos pelo CCA no site indiano ficaram pouco tempo no ar já que o site foi atacado novamente, desta vez com mensagens ofensivas ao Estado Islâmico.

O CCA supostamente atacou 35 sites britânicos, a maioria sites de pequenas empresas. Os ataques seguem as ameaças feitas pelos simpatizantes do grupo terrorista que visam atacar gigantes da tecnologia em retaliação a exclusão de perfis relacionados ao Estado Islâmico de redes sociais como Facebook e Twitter.

 

Estado Islâmico ameaça Facebook e Twitter

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Grupo terrorista promete retaliação por esforços feitos pelas redes sociais para suspender contas que promovem o terrorismo.

O site americano Vocativ teve acesso a um video de 25 minutos divulgado por um grupo hacker pró Estado Islâmico onde terroristas prometem atacar Facebook e Twitter em retaliação a exclusão de milhares de contas relacionadas ao terrorismo.

Facebook e Twitter declararam recentemente que estão trabalhando arduamente para que simpatizantes do terror não utilizem seus sites e que conteúdos relacionados ao terror sejam excluídos da rede. Somente o Twitter divulgou ter suspendido 125 mil contas por “ameaça ou promoção de atos terroristas, principalmente relacionados ao Estado Islâmico”.

No vídeo são feitas ameaças diretas aos fundadores de Facebook e Twitter, Mark Zuckerberg e Jack Dorsey. A imagem dos dois é exibida coberta por buracos de bala.

Os terroristas prometem criar 10 contas novas para cada conta excluída e eventualmente prometem tirar do ar inteiramente as duas plataformas.

Fora as ameaças, simpatizantes do Estado Islâmico estão tentando minimizar os esforços de retaliação de Facebook e Twitter movendo suas contas para outras plataformas como o aplicativo de mensagens Telegram.

Fonte: Vocativ