Smartphones com baterias que duram duas vezes mais que as atuais

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MIT-Solid-Energy-Systems_0Se tudo correr como planejado, em 2017 a empresa Solid Energy vai tornar realidade seu sonho de ter um smartphone cuja bateria dura o dobro do que atualmente. A companhia, que nasceu no MIT, desenvolveu células de energia capazes de armazenar a mesma quantidade de energia que as atuais baterias de íons de lítio, mas em peças com a metade do tamanho.

“Com  duas vezes a densidade de energia, podemos fazer uma bateria com metade do tamanho, mas que ainda dura a mesma quantidade de tempo que uma bateria de íons de lítio. Ou podemos fazer uma bateria do mesmo tamanho que uma bateria de íons de lítio, mas que vai durar o dobro do tempo”, explica Qichao Hu, co-inventor da bateria e CEO da Solid Energy.

A matéria-prima usada pela Solid Energy é o metal de lítio, que já vinha sendo testado há algum tempo. O problema era que as reações químicas geradas pela substância causavam curto-circuitos e superaquecimento, por só ocorrerem em altas temperaturas. Hu conseguiu contornar a questão criando uma nova mistura líquida de eletrólitos e uma mistura sólida para revestir o metal de lítio que fica no anódio (eletrodo negativo da bateria). Em outras palavras, ele conseguiu fazer as reações químicas acontecerem em temperatura ambiente.

Para completar, as baterias de metal de lítio podem ser produzidas nos mesmos equipamentos que as de íons de lítio, o que garante, imediatamente, a escala necessária para aplicações comerciais. As novas baterias começam a ser usadas em 2016 para abastecer drones, em 2017 estarão disponíveis para smartphones e eletrônicos e para 2018 estão previstos modelos maiores para automóveis.

Projeto de cinema 3D sem óculos é criado

cinema-3d-sem-oculos

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O núcleo de Ciência da Computação do MIT em conjunto com o Laboratório de Inteligência Artificial terminou um protótipo para um novo tipo de exibição chamado Cinema 3D. Ele usa de uma matriz de lentes e espelhos que podem apresentar uma imagem em terceira dimensão a qualquer um em qualquer lugar.

Infelizmente, este tipo de set-up só funciona se as pessoas permanecerem sentadas. Cada tela exigiria um arranjo preciso de lentes para enviar uma imagem para cada posição do assento individual. Mais uma vez, em um teatro onde o layout é conhecido, isso não é um grande negócio.

O custo é outra grande preocupação. O professor do MIT Wojciech Matusik diz que ele não tem certeza de que nunca vai ser financeiramente viável, acrescentando: “Estamos otimistas de que este é um passo importante no desenvolvimento de 3D sem óculos para grandes espaços como cinemas e auditórios.”

Fonte: Geek.com
Foto: Reprodução/Youtube

Cientistas criam painéis capazes de produzir 20x mais energia do que os convencionais

painel-energia-solar

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Cientistas do MIT ( Instituto de Tecnologia de Massachussets) produziram painéis solares capazes de rastrear o movimento do sol com o objetivo de captar uma quantidade de energia maior em relação aos painéis convencionais. Foram construídas torres verticais para que o painel pudesse acompanhar os movimentos solares com mais eficiência.

O design também influencia no aumento da produção de energia, já que os painéis são impressos em 3D. Por mais que o valor seja maior em relação aos modelos planos, os pesquisadores afirmam que esse novo modelo terá mais ganhos e superará o custo de produção.

Para os cientistas, o valor desse novo projeto é possível graças a drástica queda no custo dos painéis solares durante a última década. “Até 10 anos atrás, essa ideia não teria sido justificada economicamente porque os módulos teriam um custo alto”, disse Jeffrey Grossman responsável por liderar o estudo. Ele ainda acrescenta que “o custo para células de silício é uma fração do custo total, uma tendência que vai continuar baixa em um futuro próximo”.

*Foto: FreeImages/Patrick Moore

 

Computador quântico do MIT tornaria obsoletos sistemas de encriptação atuais

mitquantum

Estudantes do ensino fundamental provavelmente sabem de cabeça quais são os fatores primos, ou multiplicadores, do número 15. A resposta é 3 e 5. Para fatorar um número maior, 91 por exemplo, as coisas se complicam um pouco. E quão complicado é fatorar um número muito, muito maior, com digamos 232 dígitos? Cientistas precisam de mais de de dois anos, contanto com o uso de centenas de computadores operando em paralelo, para fazer essa conta.
Como fatorar números grandes é diabolicamente difícil, esse cálculo é a base que muitos esquemas de criptografia usam para proteger cartões de crédito, segredos de Estado e outros dados confidenciais.
Cientistas da computação no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e da Universidade de Innsbruck, na Áustria, anunciaram a criação de um computador quântico escalável que pode encontrar fatores primos em tempo real. O protótipo é baseado em apenas cinco átomos em uma armadilha de íons.

O computador utiliza impulsos de laser para realizar o algoritmo quântico de Shor em cada átomo, para fatorar corretamente o número 15. O sistema foi concebido de tal maneira que mais átomos e lasers podem ser adicionados para construir um computador quântico maior e mais rápido, capaz de fatorar números muito maiores.

Os resultados, segundo os cientistas, representam a primeira implementação escalável do algoritmo de Shor.

Segundo Isaac Chuang, professor do MIT, “Pode custar uma quantidade enorme de dinheiro construir um computador quântico funcional, não veremos eles tão cedo, mas agora é muito mais um esforço de engenharia, e não mais uma questão de física básica”.

Mesmo estando no futuro a possibilidade de ter um computador quântico funcional grande o suficiente para quebrar a criptografia tradicional como a RSA, a Agência de Segurança Nacional EUA está tomando a possibilidade a sério. Em janeiro desse ano ela postou um FAQ em seu site sobre o potencial da tecnologia.